Pix pode parar a qualquer momento: entenda!

Pix pode parar a qualquer momento? O que está acontecendo?

Desde o dia 17 de março que há riscos de greve dos servidores do Banco Central. Eles exigem um reajuste salarial, que até então só está previsto para policiais. A partir da data citada, os trabalhadores vêm servindo com carga de tempo menor, das 14h às 18h.

No dia 1° de abril, sexta-feira, os servidores finalmente entraram em greve. Isso afeta diversas funções e processos do BC, inclusive os processos que fazem uso do Pix. Ou seja, é possível que problemas surjam nos sistemas, bem como em outros tipos de transações.

Isso não significa, contudo, que o Pix deixa de funcionar em si. Pelo menos, não até então, já que não se sabe as proporções que a greve pode tomar. Segundo Fábio Faiad, o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários, a greve vai atingir vários serviços. Dentre eles, citou a manutenção do sistema em si, bem como seu monitoramento, e o cadastramento de novas chaves.

Porém, afirmou que as transações Pix continuam. Todavia, ele pode sim parar de funcionar, e sua segurança fica em cheque diante ataques de hackers.

O Banco Central declarou no dia 30, quinta-feira, que existem planos de contingência, caso a situação se torne mais grave. Eles se voltam para os serviços que são essenciais, e que devem se manter num funcionamento pleno. O BC também afirmou que reconhece o direito dos servidores de se manifestarem.

A greve também afeta o PIS, assim como informações econômicas. Por exemplo, os indicadores de juros bancários, resultados de contas públicas e contas externas não vão ocorrer no tempo normal. Essas informações são essenciais para o mercado financeiro, mas não há previsão de data para seu lançamento.

Pix pode parar a qualquer momento

Mesmo com os planos de contingência, nada garante o Pix. Isso porque, além dele, outras atividades do Banco Central não se encontram na Lei dos Serviços Essenciais. Portanto, mesmo durante uma greve, não significa que eles irão continuar.

O secretário de Finanças e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, afirmou que há R$ 1,7 bilhões disponíveis para reajustes salariais. A Assembleia Nacional aprovou o orçamento este ano, e sua liberação, agora, se encontra nas mãos do presidente Jair Bolsonaro.

Os recursos iniciais eram para a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e o Departamento Penitenciário Estadual. Todavia, outras classes passaram a sofrer pressão, como o Banco Central. O prazo, agora, é para abril, pois estamos em ano eleitoral.

Essa pressão por um aumento no salário ocorre desde 2021, quando Bolsonaro disse que poderia haver um reajuste para certas categorias, como os policiais.

O Pix nas transações brasileiras

A greve sem dúvidas é preocupante. Isso porque, hoje em dia, a maioria dos brasileiros faz suas transações por Pix. Os meios digitais dominaram o mercado financeiro, e menos de 10% das operações são feitas em agências. Assim, caso haja uma paralisação geral, milhões podem ficar inaptos a usarem o Pix para receber dinheiro, transferir e pagar contas.

Espera-se que a manifestação chegue a uma solução breve, ou que, pelo menos, os brasileiros que precisam do Pix fiquem longe de qualquer prejuízo a curto prazo.