Salário mínimo na Argentina 2022: veja o valor!

Salário mínimo na Argentina 2022: confira aqui o valor!

Às vezes é interessante observar o salário mínimo em outros países. Quando pensamos nos que fazem parte da América Latina, a situação se torna mais familiar. No ano de 2022, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.212. Tomando-o como referência, o valor diário é de R$ 40,40, e por hora é R$ 5,51.

Depois da pandemia, a economia brasileira passou por problemas. Na verdade, já tínhamos questões a tratar mesmo antes do Covid-19, e a situação piorou. Para tentar melhorar, então, o governou liberou o Auxílio Emergencial. Agora, ainda que as atividades estão voltando ao normal, a economia ainda está um pouco lenta.

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A inflação continua alta, o que faz a taxa Selic ficar a 11,75% ao ano. Contudo, em março de 2022, tomando a cidade de São Paulo como referência, seria necessário 5,28 vezes o salário mínimo, ou R$ 6.394,76, para manter uma família de quatro pessoas. Ou seja, estamos longe de atender a esse valor.

Esse tipo de crise não atinge apenas o Brasil, infelizmente. A Argentina sofre com problemas econômicos há muito tempo. A economia sobe e desce. Agora, ela está com uma inflação alta. Em março, a inflação no vizinho chegou a 6,7%, um recorde em 20 anos. Além disso, no acúmulo anual, houve 55,1% de inflação.

A inflação e o índice de preços ao consumidor são medidas importantes. Isso porque, ajudam a indicar o quão eficaz é o valor do salário mínimo. Por exemplo, se o custo de vida é muito alto ou muito acima do salário mínimo, ele não irá cumprir com o que deveria, ainda que possa parecer alto quando comparado ao de outras regiões.

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Salário mínimo Argentina 2022

O salário mínimo na Argentina em 2022 tem um aumento progressivo. Assim, em fevereiro, ele chegou a 33.000 pesos. Em reais, isso equivale a R$ 1.419,73. Portanto, há um aumento interanual acumulado de 52,7%. Ou seja, o aumento do salário é quase equivalente ao aumento que ocorreu na inflação.

A cesta básica argentina, por sua vez, também teve aumento, esse de 2,6%. Para uma família com quatro membros, por exemplo, o gasto seria de 73.918, mais ou menos dois salários mínimos.

Da mesma maneira que ocorre no Brasil, os alimentos são o que mais pesa no bolso. Nos três primeiros meses do ano, o preço de bebidas alcoólicas e alimentos aumentaram em quase 20%. Os setores de eletricidade, água, gás, habitação e combustíveis ficaram 7,7% mais caros no mês de março. Roupas e calçados tiveram aumento de 10,9%; educação, de 23,6%.

Para ter uma noção, imagine que os preços no Brasil praticamente dobram de um ano para o outro: é isso o que aconteceu na Argentina. Analistas apontam que o problema decorre de gastos muito altos do governo, assim como um histórico fiscal problemático. A Argentina também tem muitas dívidas externas, e dificuldade não só de pagá-las, mas de obter novo crédito.

No momento, o país tem um acordo de dívida de US$ 45 bilhões com o Fundo Momentário Internacional. Ele substitui outro, de 2018, o qual não conseguiu pagar.