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Itaú recomenda ficar longe das ações do Nubank

Itaú recomenda ficar longe das ações do Nubank, mas qual o motivo? No mercado financeiro, o preço das ações varia com certa constância. Isso depende do valor de mercado que uma empresa possui, assim como do contexto onde se insere. Quando há alterações na economia, de maneira geral, esses valores, bem como variáveis envolvidas, também mudam.

Tudo se interliga de alguma maneira. O Itaú BBA já tinha a recomendação de vendas das ações do Nubank, e acabou por reiterá-la nos últimos dias. Fez uma redução do preço num percentual de 31%, ficando agora no valor de US$ 4,5. Antes, era de US$ 6,60.

Ainda que o preço atual pareça convidativo, o Itaú BBA ainda recomenda ficar longe das ações do Nubank, que apresentam risco para a carteira, segundo os analistas. As ações do Nubank tiveram queda acima de 60% desde o início do ano, numa desvalorização surpreendente.

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Por isso, os analistas apontam que os ganhos provavelmente devem se manter negativos, daí a recomendação da venda das ações, ao invés da compra. Comparado ao ano passado, onde teve prejuízo, o Nubank obteve um lucro ajustado num valor de US$ 10,1 milhões para o primeiro trimestre de 2022.

Houve um crescimento de 200% em sua receita, em grande parte graças ao crédito a pessoas físicas. Mas essa é exatamente uma das questões que os analistas do BBA criticam, pois, de acordo com eles, mesmo com uma maior receita de juros, há também um maior risco no médio prazo para o crédito.

O relatório aponta que isso eleva a inadimplência do Nubank, o que pode acabar ocasionando uma redução do crescimento da carteira de empréstimos.

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Itaú recomenda ficar longe das ações do Nubank

O Itaú recomenda ficar longe das ações do Nubank, apontando risco para os investidores. Essa lentidão no crescimento das receitas do Nubank também vinculam-se aos problemas em monetizar um número alto de clientes de maneira eficiente quando esse crescimento se dá numa economia emergente.

Só para o primeiro trimestre, houve um aumento de 61% quando comparado ao período trimestral do ano passado, chegando a 59,6 milhões. A maioria se encontra no Brasil, com 57,6 milhões, mas o ritmo é maior noutros países da América Latina, como no México, onde houve um crescimento em dez vezes, alcançando agora 2,1 milhões.

Para as dívidas com mais de 90 dias, houve aumento de 0,7%, agora se encontrando a 4,2%. De acordo com o banco, há um controle disso, pois eles selecionam os clientes que podem receber empréstimos pessoais, sendo apenas em torno de um terço daqueles que têm o cartão de crédito.

Ainda assim, o Itaú recomenda ficar longe das ações do Nubank. Afirma também que há um risco, devido a queda da renda real disposta no Brasil atualmente. Além disso, eles apontam que as novas funções do app vinculadas ao crédito podem prejudicar a carteira. O parcelamento com juros, parcelamento em débito e crédito, financiamento da própria fatura, são algumas dessas funções.

O BBA reconhece que isso traz uma flexibilidade para os clientes, assim como benefício de receita ao Nubank, mas avalia que as funções poderiam trazer um risco de inadimplência a médio prazo.