Número de pessoas que possuem conta em banco digital só aumenta no Brasil

Não é novidade para ninguém entender o quanto a tecnologia teve impacto em toda a sociedade. Avanços que foram implementados em diversos setores passaram a facilitar e a mudar diversos hábitos das pessoas. E um dos principais pontos envolve a utilização de serviços bancários.

Para se ter uma ideia do que estamos falando, 56% dos brasileiros possuíam contas em bancos digitais no ano passado. Esses números foram gerados após um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva. O resultado apontou uma alta de 8%, em comparação com 2021.

Metade do Brasil e as contas digitais

Ou seja, dados concretos apontam que metade da população no Brasil utiliza esse “novo” formato de instituição financeira. E isso não acontece apenas por ser algo diferente. Existem motivos muito sólidos que fazem com que cada vez mais as pessoas possam aderir ao banco digital.


Os participantes dessa pesquisa disseram o porquê dessa escolha. 53% dos brasileiros justificaram que as contas online não têm tarifas de adesão. Uma taxa simples que interfere diretamente na decisão de qual banco escolher. Já 13% relataram que há uma facilidade de encontrar tudo em um único lugar. Outros motivos são cartão de crédito de graça, sem taxas (11%), experiência de uso simples (5%) e atendimento totalmente digital (4%).

Ainda segundo o levantamento realizado pelo instituto, o aplicativo é o canal do banco mais utilizado. 81% das pessoas preferem ter os acessos na palma da mão, independentemente de qual seja a instituição principal. Logo em seguida estão o internet banking, caixa eletrônico, telefone e, por último, a agência.

Utilização “híbrida”

Metade do Brasil e as contas digitais

Existem diversos fatores que apontam para uma única direção: o online. Os correntistas não querem usar somente os bancos tradicionais, com unidades físicas. Entre 2021 e 2022, o número de pessoas com esse perfil caiu de 52% para 44%. Mas existe um dado interessante em meio a isso tudo.

A pesquisa identificou que os brasileiros também não querem ter apenas contas digitais. Há uma diversificação cada vez maior. Apenas 5% escolhem a modalidade online. No mesmo período, citado acima, o registro de quem tem os dois tipos de conta (seja em instituições tradicionais ou online) aumentou de 44% para 51%. E, mesmo utilizando essa forma “híbrida”, as pessoas ainda têm os bancos tradicionais como preferência. Cerca de 71% o utilizam como principal, enquanto 29% usam o online.

Pix no Brasil

Os dados do Instituto Locomotiva também colocaram, em vias de fato, algo que já estava sendo percebido por muitos há muito tempo: a unanimidade do Pix. 63% dos voluntários desta pesquisa utilizam mais essa forma de pagamento. Em seguida vêm os cartões de crédito e débito, com 59%, dinheiro, com 39%, e QR Code, com 10%. Além disso, carteiras digitais foram citadas por 5% dos participantes.

É inegável a forma como o Pix se consolidou no mercado. Oficialmente, a modalidade foi lançada no dia 5 de outubro de 2020. Mas, devido a algumas falhas que foram identificadas, o serviço passou a funcionar de forma integral somente no mês seguinte, no dia 16 de novembro. E caiu nos braços do povo.

Outro levantamento conseguiu mensurar a importância da ferramenta no Brasil. Nos últimos dois anos foram feitas mais de 26 bilhões de transações. Isso representa uma movimentação na economia de mais de R$ 12,9 trilhões. Quem compilou os dados foi a Associação Brasileira de Bancos, a Febraban.

Isso fez com que o Pix se tornasse, de fato, o principal meio para que as pessoas pudessem pagar contas, transferir dinheiro e fazer outras transações. E isso não seria possível sem os bancos digitais e sem a migração dos tradicionais para a internet, que também passaram a oferecer esses serviços.

Alta no número de investidores

Existe mais um fator que se completa com outros elos para a popularização das contas digitais: os investimentos. Cada vez mais vemos jovens e adultos se interessando por esse mercado que só cresce. De acordo com a B3, a Bolsa de Valores oficial do Brasil, o número de aplicadores em produtos de renda fixa aumentou para 12,6 milhões no fim de 2022.

As contas digitais abriram um novo leque para as pessoas que buscam guardar dinheiro, e que também procuram rentabilidade maior do que a tradicional poupança. Por isso, cada vez mais há uma busca pelos melhores investimentos.

Isso porque a caderneta de poupança tem se desvalorizado muito nos últimos anos. O seu rendimento é muito inferior ao avanço da inflação. Ou seja, se você tinha qualquer quantia guardada nessa opção, literalmente perdeu dinheiro.

Fato é que muitas pessoas ainda ficam com dúvidas sobre esses “bancos digitais”. É importante destacar que tudo é devidamente fiscalizado pelo Governo Federal, então há uma segurança muito boa. Recomendamos sempre que, na hora de abrir sua conta, você procure bem o histórico da empresa. Há sempre registros na internet que vão te oferecer as informações necessárias para que sua escolha seja boa.